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Borracha

O pão que me destes estava velho
repleto de insetos e mau cheiro
reflexo do que sobrou de ti.

Alimento-me de amor
e não me satisfazes a fome.

A carne que era tua não importa mais,
queimastes tudo,
destruistes todos os retalhos.

Não há colchão,
porta-retratos,
nem memória.

Apaguei,
fiz o que podia e esqueci.

Por escrevo minha vida e as memórias que não quero
não farão parte dela.

1 comentários:

a gente tenta apagar as coisas ruins, queimar, esquecer.
mas achoq no fundo, sempre há alguma cinza...

10 de novembro de 2010 às 13:30  

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