Não sei és de fato perfeito.
Mas de fato és perfeito pra mim.
Não sei se dizes coisas bobas pra me arrancar sorrisos.
Mas posso sorrir só em te ver,
nem que seja só em fotografias.
És de fato um pedaço de beleza que
antes nunca existiu.
És de pesos e medidas diretamente proporcionais
ao que eu preciso,
ao que eu precise.
Não sei se sou perfeito de fato.
Na realidade
sei que não sou.
Mas se me falta a perfeição,
é que preciso do que estás guardando
pra me completar.
No fim das contas,
uso desculpas de perfeição
pra dizer que não há nada mais perfeito pra mim
do que o teu sorriso
que me faz perfeitamente sorrir
e ser perfeitamente feliz.
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Te quero perto,
porque todas as noites
é contigo que sonho e
é contigo que quero estar.
Os pensamentos vão passando e
eu, sinceramente,
prefiro não os fazer parar,
porque me fazes falta em meus bons e maus momentos.
E disso eu não quero me lembrar.
És longe.
Não tenho por completo
o que me faria sentir
também completo.
Mas não sou triste por isso,
pois sei que, de alguma forma,
eu tenho o que preciso.
Tenho sonhos e certezas.
Os sonhos me levam a você e
as certezas me fazem sonhar com você.
É por isso que,
não importa quando,
estarei em breve
completo.
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Não consigo,
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Doces, às vezes fazem bem.
Em exagero,
por muito tempo,
nem tanto.
Mas não necessariamente esse doce.
Podemos ser mais doces.
E, se o somos,
estamos de parabéns.
Posso dizer que, o fato
de te fazeres doce,
é o que me faz gostar de
te ver,
te ouvir,
te ler,
enfim.
Mas não apenas isso,
claro.
Descobrir-te pela doçura que tens,
é o que deveriam todos fazer.
A beleza chama atenção e
a duçura prende.
Mais que prende,
envolve.
És por vezes bem quisto,
porque estás no que lembram
as boas coisas.
E te parabenizo
porque não és apenas.
Mas tens mais
que se imagina.
Teu sorriso
é
um ponto de partida.
E o fato de ser teu
é o ponto
mais importante.
E,
se és doce,
mereces o mundo.
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Lembrei de você.
Sabe,
não esperava que fosse acontecer tão cedo.
Mas ontem dormi cansado.
Cai na cama como uma pedra.
E sonhei com coisa nenhuma que
fizesse sentido.
Rá!
Sonhei com você,
não fazia realmente sentido.
Acordei sem saber o que tinha acontecido,
mas sinceramente
eu também não queria saber.
Se eu fazia questão?
Nenhuma.
Às vezes é melhor esquecer os sonhos,
determinados sonhos.
É, você entendeu bem.
Você tinha uns sonhos quaisquer que, bem,
eu nunca tive.
Lembrei de você então.
Só pra você saber:
não me fez bem.
Porque agora eu tive um sonho, mas não vou te contar.
E não adianta querer,
porque, com certeza, não vai acontecer.
Antes eu tivesse me atirado do oitavo andar.
Não no sonho.
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Não quero que me ouça.
Não quero que me perceba.
Não é revolta,
apenas acontece que já quis ser ouvido e percebido.
Mas agora?
Não.
Agora não tenho motivos de querer isso.
Busca-me por todas as ruas e janelas de ônibus.
Mas eu prefiro que a velocidade seja maior e me desfigure.
Por favor, não me procure.
Se procurar que não me encontre.
Mas se me encontrar,
me avise,
que precisarei desfigurar.
Sua expressão não me parece entender.
É uma pena.
Porque me desfigurarei.
E não sei dizer o quanto você vai sofrer com isso,
mas acredito que não vai.
Inclusive
é sempre assim.
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Leio,
diversas vezes,
as palavras que costumam perturbar a mente -
a minha mente.
Leio,
mas não entendo.
Não sei porque aparecem de uma forma tão -
como posso dizer? -
enigmática.
Todas as vezes que entendo alguma delas,
aparecem várias outras que não deixam significado nenhum.
E eu continuo.
Leio.
E nada de elas se fazerem entender em minha cabeça.
Sabe,
existem algumas palavras que seduzem,
mas não as compreendo.
Então tento entendê-las o máximo que posso e
o máximo que elas permitem ser entendidas.
Mas se o significado não existe,
não existe razão de continuar a tentativa.
Então continuo lendo.
E quem sabe mais pra frente,
apareça alguma nova palavra que me faça entender
o porquê de essas velhas palavras não quererem ser
lidas.
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Pensando nas multidões,
cheguei e sentei.
As mortes, as questões e
os grandes pontos de interrogações.
Tudo na cabeça.
Martela,
martela,
martela.
Pensei que fosse, por mil vezes, seguir
e durar,
pra sempre.
Mas não é que às vezes
passa a ser regra.
E a regra não condiz com o que se quer.
Reflita,
reflita,
reflita.
Sombras de dúvidas estão
pairando e pareciam não existir.
Bobagens seriam feitas,
se fosse pensado bem,
mas nada faz com que se
relute,
relute,
relute.
Predominaram as imaginações
e mais coisas que não sei.
Só o que se confirmou
é que certas razões não são razões.
Esqueça,
esqueça,
esqueça.
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